Oi Pessoal!!!
Que saudade desse blog!!!
Quanto
tempo, né!? Na verdade nem sei bem por onde começar... acabei me
afastando do
blog por pura falta de assunto. Chegou um ponto em que eu não
tinha mais novidades
da cirurgia pra contar... a minha alimentação foi voltando ao
normal, os exames
controlados, as consultas mais espaçadas e consequentemente, o
peso
establizado. Enfim, magra!
Foi
aí que, quando comecei a me preparar para as plásticas,
consultei-me com o Dr.
Fabiano Gondim e decidi que faria apenas o silicone na mama,
afinal, era o que,
segundo o cirurgião, meu convênio iria cobrir. E no fundo, no
fundo... era o que
realmente estava me incomodando. Diante disso, pronto, decidido.
Voltando
do consultório médico, alegre e animada, resolvi ter uma
conversa em casa sobre
isso e o marido me surpreendeu com a seguinte pergunta: “ Então
porque a gente
não tem outro filho antes?”... bem, como assim? Sinceramente,
embora eu sempre
tenha sonhado com uma grande família, há tempos vinha deixando
de lado a ideia
de ter um segundo, ainda mais depois de tanto sacrifício de
passar por
todo o processo da bariátrica.
Enfim... o assunto voltou pra pauta familiar e decidimos então
que, se tivesse
que ser, que seria logo. Comecei um acompanhamento literalmente
pré-natal, fui
ao meu ginecologista, ao meu cirurgião bariátrico, ao meu
hematologista e à
minha nutricionista. Foi uma bateria de exames, exatamente igual
ao
pré-cirúrgico, porém com um cuidado ainda maior.
No
início de fevereiro/2011, com todos os exames prontos e
bonitinhos, toda essa turma
de profissional que me acompanha, disse: "ok, liberada!" E pra
não perder a
coragem, no dia 8 de fevereiro, eis que tirei o DIU.
O
que eu não esperava é que no dia 11 de fevereiro, 3 dias depois,
eu já estava
ligeiramente grávida! Sim, foi desse jeito!
Só que eu só vim saber disso, quase um mês depois, em plena
ressaca de um super
porre no carnaval do Rio de Janeiro. Eu jamais poderia imaginar
que a coisa
teria sido tão rápido, muito menos que não podia beber no
carnaval. Ok, isso já
passou e é melhor nem lembrar pq segundo uma prima minha, o
neném já ia nascer
total flex. Aff.
Então...
depois da farra acordei com uma ressaca estranha e preocupada
com a quantidade
de vezes que eu havia ido ao banheiro. Aquilo não podia ser
normal. Sem querer
acreditar que existia a menor possibilidade que fosse de ter um
bebê, fiz
um teste de farmácia. Que deu um positivo besta, uma lista
clarinha, pouco
confiável. Desci novamente, na mesma farmácia e comprei outro
teste de um segundo fabricante.
Desta vez, porém, deu um super positivo. Continuei sem querer
acreditar mas
morrendo de receio de enfrentar mais uma noitada de carnaval.
Resolvi
compartilhar com o marido que estava em meio a uma crise de dor
dente. Ele nem
deu bola e foi só mais um motivo para pegarmos o primeiro voo de
volta a
Brasília.
E eu aproveitei o feriadão pra ir ao pronto socorro fazer um
betaHCG e então
veio a confirmação. Gravidez de 4 a 5 semanas. Choque total mas
uma felicidade
sem fim.
E
logo depois vieram todas aquelas preocupações... eu havia tomado
um remédio
super forte, depois
antibiótico, pintei
o cabelo, por fim o porre. E agora? Agora era esquecer e começar
do zero. Até a
ficha cair que vinha mais um baby, depois de 5 anos, em uma
situação
completamente diferente...
E aí
começaram as consultas, exames, ecografias. Já no primeiro
ultrassom não
ouvimos o coração bater e foram dias e dias de aflição, na
dúvida se a gravidez
iria ou não evoluir. Em seguida, um sangramento e 8 dias de
atestado, repouso
absoluto sem poder sair de casa. Mais pra frente um enjoo
descomunal,
insuportável que me deixava com raiva do mundo.
E eu sempre paciente, seguindo todas as orientações médicas, e as
coisas foram se
ajeitando.
Com 8 semanas e prestes a fazermos uma viagem, decidimos fazer o
exame da
sexagem fetal. Um exame que analisa o DNA pelo plasma materno.
Caro toda vida.
Mas só o fato de pensar que podia comprar coisinhas diferentes
na viagem + uma
curiosidade sem fim, me encorajou. Cinco dias depois, o
resultado: menina! Nossa, que emoção. Meu sonho sempre foi ter
uma menina pra se
chamar Alice. E confesso que quando li em caixa alta FEMININO,
quase morri de
chorar. Uma mistura de sentimentos... a realização de um sonho e
o medo de ser
um falso resultado, sei lá... essas coisas modernas, de repente
tava errado.
Mas preferi acreditar e comecei, enfim, a viver num mundo
completamente cor-de-rosa!
A
partir daí repeti todos os exames, fiz outro ultrassom e pude
constatar que
estava tudo bem com a pequena. Na ecografia seguinte o médico já
pode também
confirmar que sim... o exame estava certo e é mesmo uma menina.
Alívio bom.
Viajamos,
fomos ao Uruguai e Argentina e chamamos nosso passeio de
Babymoon. Uma
lua-de-mel grávidos. Foi divertidíssimo, passei super bem,
estava disposta,
andamos muito e voltamos inteiros.
Agora preciso dizer que não foi nada fácil a relação cirugia x
gravidez. Juro
que pensei que seria mais tranqüilo. A fome da grávida é algo
surreal,
completamente incompatível com o tamanho do meu estômago. E isso
mexeu, e muito, com os meus sentimentos e com a minha cabeça de
ex-gorda.
Confesso
que vivi um dilema e precisei voltar pra psicóloga
justamente por esse motivo. Embora minha nutricionista me
considere super
disciplinada – e até que eu tento ser mesmo – eu tive muitos
deslizes.
Começava o dia me alimentando direitinho, comprava coisas
integrais e light e de
repente me via devorando um pacote inteiro de biscoito recheado.
Sentia uma vontade incontrolável de comer tudo que via pela
frente. Simples
assim. Até coisas que nunca me apeteceram, começaram a despertar
o meu interesse. Incrível! E com isso os dias foram passando e
eu me sentindo uma baleia. E por mais que eu não estivesse, era
assim que eu me sentia.
Olha
só, não posso dizer quefoi fácil, facinho. Não foi. Se não fosse
uma
gravidez tão desejada, talvez eu tivesse passado 9 meses
infeliz. A questão de ganhar tanto peso após ter conseguido
ficar magra, fez com que eu me sentisse estranha e despreparada
com essa transformação, embora
ela fosse totalmente esperada. Morria de chorar a cada calça
perdida e a cada blusa apertada. E confesso que passei quase que
a gravidez toda assim, mas o fato de saber que a pequenina
estava bem, acalmava o meu coração.
Por fim... com 35 semanas de gravidez, os
médicos começaram a observar que a bebê havia parado de crescer.
Ninguém chegou a afirmar que foi em decorrência da minha
condição de gastroplastizada que isso ocorreu. No entanto,
nenhuma outra justificativa plausível para o ocorrido. O fato é
que, sem mais nem menos, a bebê estacionou no tamanho e peso de
35 semanas. E então os médicos continuaram observando e
decidiram acompanhar o desenvolvimento a cada 5 ou 6 dias. Eu
fiz váaaarias ecografias e nada mudava. E isso alterou
completamente meu estado emocional, acelerou a comilança e eu
entrei num quadro de pré-eclampsia com oscilação da pressão
arterial.
Aí pronto, os médicos decidiram dar uma injeção
para o amadurecimento dos pulmõezinhos da bebê e em seguida
marcamos a cesárea. E então, em 20 de outubro de 2011, nasceu
Alice, com 44cm e 2kg. Uma micro baby. Que chegou chegando,
trazendo alegria e ainda mais harmonia ao nosso lar.
Aposto agora, que todo mundo quer saber quantos quilos eu engordei nessa "brincadeira". Certo? Ok, vou dizer. Foram 22kg. Verdade. Muita gente jura não acreditar mas foi isso tudo sim. Muito para quem tem um estômago amarrado! Mas a minha nutri e os obstetras juram que era retenção de líquido. Tanto que 10 dias após o parto, eu já havia eliminado 16kg. E o resto? Ah, o resto. Mais 3 se foram nos 4 meses seguintes e agora estou estacionada nos 63kg. Ou seja, 6 acima de quando eu engravidei. Sinceramente? Eu gostaria de perder uns 3 ou 4. Me incomoda mais a questão de ter perdido as roupas 38 e ter que comprar tudo tamanho 40 novamente. O peso em si não tem me preocupado tanto. Juro.
E confesso, não tenho feito absolutamente nada pra poder eliminar esses quilinhos extras. Tenho comido de tudo, sem restrições, voltei a comer chocolate (após uma promessa de 5 anos), não estou fazendo atividade física. Enfim... uma bagunça. Que feio, né? Mas ó... o motivo que me fez reativar o blog foi exatamente esse... não esquecer as origens e voltar a levar a vida a sério. Essa semana já liguei na nutri, pegarei o pedido de exames e voltarei a fazer tudo como deve ser.
Então é isso, gente... muita informação, né!? Mas eu precisava vir
aqui contar tudo isso pra vcs.
E dizer também que estou pensando seriamente em voltar a postar no
blog, contar coisas da vida, dos filhos, da casa, da nova rotina e
de muuuuitas coisinhas que andam acontecendo por aqui!!!
Antes de me despedir, vou deixar uma foto pra vcs conhecerem a Alice.
Será que alguém ainda passa por aqui?
Se passar, deixe um recadinho, preciso saber se ainda vale a pena vir contar as novidades!!!
Beijo enorme,
Thaisa